Steam Play já permite jogar jogos do Windows no Linux

Recentemente publiquei um artigo sobre como me senti ao mudar de software proprietário para software livre, e comentei brevemente minha experiência com o Ubuntu. Um dos casos de uso para os quais eu contraindiquei o uso das distribuições Linux foi para gamers dada a pequena quantidade de jogos disponíveis para estes sistemas operacionais em comparação ao Windows. Mas isto pode mudar: a Steam anunciou a pouco tempo que está disponibilizando um fork[1] de Wine para permitir que jogos Windows sejam executados em Linux apartir do seu serviço de Steam Play. Este fork do Wine é chamado de Proton e seu código também é aberto. Para saber como ativar o Steam Play na sua conta e jogar no Linux, faça o passo-a-passo descrito neste artigo (em inglês).

 

A ferramenta está em beta e portanto não garante que todos os jogos do Windows vão funcionar no Linux, ou que funcionarão completamente. Até o momento somente 30 jogos tem suporte oficial e são garantidos de rodar no Proton. Porém, a comunidade de gamers Linux mantém uma lista mais atualizada (e ampla) baseada nos seus próprios testes, que você pode acessar aqui. No momento em que escrevo este artigo, mais de 1300 jogos são reportados como “completamente estáveis”.

Isso tudo ainda é muito experimental, e pode ser até um incentivo perverso para que jogos continuem não sendo desenvolvidos para Linux, já que a ferramenta torna o desenvolvimento para Linux desnecessário. Mas ainda é cedo para falar. Quem sabe num futuro próximo possamos jogar no Linux tudo que jogamos no Windows?


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[1] Um fork é quando o desenvolvimento de um software se bifurca, gerando versões diferentes que eventualmente podem divergir em produtos distintos. Na comunidade do software livre, um fork também pode implicar uma divisão da comunidade, uma espécie de “cisma”. Neste caso específico o fork é uma nova versão do software Wine, desenvolvida pela Valve.

[2] Wine (originalmente um acrônimo para “Wine Is Not an Emulator”, ou “Wine Não é um Emulador”) é uma camada de compatibilidade capaz de executar aplicações Windows em diversos sistemas operacionais que aderem aos padrões POSIX como Linux, macOS e BSD. Em vez de simular a lógica interna do Windows como uma máquina virtual ou um emulador, o Wine traduz os chamados da API do Windows em chamados POSIX de maneira síncrona, eliminando problemas de performance e memória de outros métodos e permitindo que o usuário integre aplicações Windows ao seu desktop de maneira fácil.

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