Meus artistas contemporâneos favoritos

Desde criança eu sou fã de dinossauros, então não é à toa que boa parte dos artistas que eu gosto são paleoartistas ou já realizaram alguma arte neste campo. Para não lotar essa lista de paleoartistas e diversificar um pouco, vou listar somente aqueles que tem algum diferencial que eu julgo notável. A maioria dos meus artistas favoritos são realistas e se dedicam à pintura de retratos, paisagens naturais e animais. Vou agrupá-los aqui basicamente em

A) Pintores realistas cujo tema são cenas e figuras humanas
B) Pintores realistas cujo tema são animais e paisagens naturais.
C) Pintores que não se encaixam nos grupos anteriores.

Grupo A: Aldo Chiappe, Augusto Ferrer-Dalmau e Luis Nuñez

Aldo Chiappe
Conheci o trabalho do Aldo através da sua paleoarte, mas sua obra vai muito além disso. Além de pintor, ele é um ativista ambiental que foca na proteção à fauna e flora argentinas, que também são o objeto das suas principais obras. Mas onde ele brilha mais são nas pinturas de temática gauchesca, retratando a vida dos peões, suas tropilhas e as paisagens pampeanas.

Aldo Chiappe, “Anoitecer no pampa”, 2015.

O artista não possui um website próprio, mas divulga seu trabalho com frequência no seu perfil do Facebook.

Augusto Ferrer-Dalmau
Pintor espanhol de origem catalã, sua especialidade é a pintura militar e épica, com riqueza de detalhes e fidelidade histórica aos uniformes, insígnias e equipamentos. O pintor retrata as forças armadas espanholas de diversos períodos históricos, desde os tercios do início da idade moderna à intervenção no Afeganistão, passando pelas guerras carlistas e a guerra civil espanhola.

Augusto Ferrer-Dalmau, “Rocroi, o último terço”, 2011.

Você pode conhecer mais da sua arte, ou comprar produtos do artista, acessando a sua página augustoferrerdalmau.com.

Luis Nuñez
Também pinta com tema gauchesco, principalmente paisagem, fauna e flora pampeana, mas se especializou na arquitetura rural argentina, com suas típicas vendas ou bolichos esquineiros. Suas pinturas servem de registro para um tipo de arquitetura que está em risco de extinção na Argentina, e as cenas que ele pinta tem um certo ar de acolhimento familiar, como se estivéssemos vendo da perspectiva de um velho e conhecido vizinho que olha pela janela ou pela porteira do seu rancho.

Luis Nuñez, “A do estribo”, sem data.

As obras do artista podem ser apreciadas na sua página do Facebook.

Grupo B: Joschua Knüppe, Oscar Correa e Roman Yevseyev

Joschua Knüpe
O motivo pelo qual eu coloquei este artista alemão na lista não é precisamente sua habilidade para representar a fauna existente, e sim sua extrema criatividade em inventar fauna e flora fictícia que, mesmo sendo puro fruto da sua imaginação, tem uma anatomia extremamente verossímil. Algumas das suas criações são tão verossímeis que, se você ver somente a imagem sem suas descrições, é capaz de acreditar que o animal em questão realmente existe. Esta mistura de fantasia com realismo é o que eu mais gosto do seu trabalho.

Joschua Knüppe, “Proserpina amazoniensis”, 2014.

O artista pode ser encontrado através da sua página do Facebook e sua galeria no DeviantArt.

Oscar Correa
Outro pintor que retrata a flora e a fauna argentina e sua paisagem, o gaúcho não é uma figura frequente na sua pintura. O que impressiona na sua pintura é a atenção aos detalhes, especialmente nas paisagens com rios ou lagos.

Oscar Correa, “Renascer”, sem data.

Você pode conhecer mais da obra do artista no seu website ocorrea.com.ar ou na sua página do Facebook.

Roman Yevseyev
Um notável paleoartista ucraniano especializado na reconstrução de mamíferos pré-históricos. O que me encanta das suas reconstruções é a precisão e o realismo, que dão às suas artes um aspecto bastante vivo.

Roman Yevseyev, “Megistotherium osteothlastes”, 2015.

Você pode ver mais obras dele na sua galeria do DeviantArt ou no seu website Other Worlds.

Grupo C: Miguel Hachen, Peter Gric,

Miguel Hachen
Diferente dos outros artistas listados neste artigo, este é um pintor que criou um estilo estético próprio que ele batizou de neoguarani. Para os leitores brasileiros, algumas das suas obras lembrarão vagamente um Romero Britto, mas é marcante como este artista faz um uso mais rico da luz e da sombra, um contraste e degradé interessante entre cores frias e quentes e bordas mais fluídas.

Miguel Hachen, “Yasipiahú”, 2010.

Você pode conhecer mais sobre o artista e a estética neoguarani acessando o website Neoguaraní, a galeria do artista no DeviantArt ou sua página no Facebook.

Peter Gric
Para os fãs de H. R. Giger, este artista parecerá familiar. Sua especialidade são as paisagens e arquiteturas futurísticas e o surrealismo biomecânico. Diferente do Giger, porém, sua obra evita o pornográfico e foca muito mais na forma e textura dos objetos, que são quase tangíveis. Ele também joga muito mais com a perspectiva e a luz, o que adiciona impacto visual às estruturas monumentais que ele imagina.

Peter Gric, “Átrio à Singularidade”, 2017.

Quadros e outros produtos do artista podem ser adquiridos no seu site gric.at. Para conhecer mais da sua arte, você também pode acessar o seu perfil no Minds e no Steemit.

 

 

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