As três leis da corrupção política

Um dos pontos principais do ideário liberal é o Estado mínimo. O princípio do Estado mínimo sustenta que as instituições públicas, o governo e o Estado devem ser mantidos na dimensão mínima necessária para a execução das suas funções administrativas básicas e essenciais. Há várias razões para manter os poderes, prerrogativas e recursos públicos em um nível mínimo, entre eles a eficiência econômica e a manutenção das liberdades individuais, mas há uma razão especialmente importante no Brasil: a prevenção da corrupção pública.

O pensamento liberal sobre a relação entre o tamanho do Estado e a corrupção pode ser resumido em três máximas ou regras:

  1. Regra Acton: O poder corrompe. A política converte os poucos honestos em corruptos ao colocar poder demais nas suas mãos.
  2. Regra Hayek: O poder atrai corruptos. Os que chegam ao poder tendem a ser os que tem menos escrúpulos morais.
  3. Regra Sowell: O poder atrai mentirosos. Quando o povo quer o impossível, somente um mentiroso pode satisfazer suas expectativas.

Os socialistas tentam rebater esta ideia afirmando que na medida que o Estado perde poder, as empresas ganham poder e aumenta a corrupção corporativa. Porém, para os liberais a resolução desta equação é bastante simples: empresários corruptos não podem comprar favores do Estado se o Estado não tiver favores para vender. A concentração de poderes e recursos no Estado é justamente o “pote de mel” que atrai os empresários corruptos.


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